Dermatologia e tricologia
Identidade visual, loja e a ferramenta que liga a consulta à compra. Este documento explica o que seria feito e, principalmente, por quê.
Proposta · agosto de 2026
01 · O que a pesquisa mostrou
Tempo médio de resposta de uma das maiores lojas de beleza do país, com 1.455 reclamações no semestre.
De clientes que voltariam a comprar numa loja de cosméticos com nota 4,92. Entrega e atendimento, não produto.
Relatos recorrentes de páginas falsas cobrando Pix em nome de marcas reais.
Dermatologistas relatam pacientes chegando com vídeo viral pedindo tratamento sem evidência.
Nenhuma dessas queixas se resolve com design bonito. Elas viram requisitos: prazo por CEP antes do carrinho, CNPJ e selo de loja oficial visíveis, e nenhuma promessa sem prazo ao lado.
02 · A vantagem que já existe
Quase toda marca de dermatologista vende adição. A Kauanne vende subtração — ela diz o que a paciente não precisa antes de dizer o que precisa. Isso é raro, é dela, e é o antídoto exato para a descrença do slide anterior.
Uma médica que declara o limite do próprio produto compra confiança que nenhum review compra. O site inteiro é construído em cima disso: contraindicação visível, veredito público, e o teto da linha dito em voz alta.
03 · A tese do projeto
O método dela começa entendendo a queixa da paciente. A navegação de e-commerce que mais converte também começa pela queixa — pele oleosa, melasma, queda. São a mesma primeira pergunta, chegando por dois caminhos independentes.
Então o site não é uma loja com o método pendurado do lado. O site é o método, e a loja é uma das saídas dele.
A unidade de venda deixa de ser o produto e passa a ser o protocolo. É coerente com a frase dela: na medicina não existe monoterapia.
04 · Os quatro eixos do KARE
A estrutura que segura o rosto. Nenhum creme faz.
Proporção e desenho. Nenhum creme faz.
Poro, uniformidade, viço. Aqui a linha entra.
Glow Up, Glow Blush, Lip Balm Glow. A linha é isso.
A loja não é um anexo: ela é a metade caseira de dois dos quatro eixos. E permite ao site dizer, na própria página de venda, que nenhum produto faz sustentação — o que faz a paciente acreditar quando ele afirma o que faz.
05 · Identidade · cor
Amostragem direta de pixel nas capas de destaque e no grid. O terracota do post fixado e o taupe da logo já conviviam.
Ela já tem sistema de cor, só não tinha formalizado. Uma identidade que a dona reconhece é aprovada em uma reunião; uma que ela precisa aprender leva três.
06 · Identidade · tipografia
Serifa de alto contraste, próxima do desenho da logo. Usada com restrição.
Só frases em primeira pessoa. Nenhum botão, label ou mensagem de sistema usa itálico.
Concentração, lote, validade. Faz o dado ler como ficha de laboratório, não como marketing.
Ela já usa itálico fino nos stories, e sempre para o que ela mesma diz. Transformar isso em regra faz a paciente reconhecer a voz dela sem precisar de foto.
07 · Elemento de assinatura
Toda página de produto abre com um bloco em formato de prontuário: indicação, ativo com concentração, frequência, prazo esperado de resultado, não usar se, com o que associar e o que evitar.
Uma influenciadora não publica “não usar se”. O item que parece tirar venda é justamente o que dá autoridade ao resto da página — e responde à descrença sem precisar argumentar contra ela.
08 · Arquitetura
Alguns casos não se resolvem com creme, e o site diz isso. É o “não usar se” subido da página de produto para a navegação — e é o que transforma a loja em porta de entrada do consultório, que é onde está a margem real.
09 · O loop
Uma loja isolada transforma autoridade médica em margem de cosmético. O plano pós-consulta inverte: a consulta vira a compra mais qualificada do funil, e a revisão marcada transforma cliente em recorrência.
10 · A ferramenta
Modelos prontos, ajuste rápido, marcação de essencial. Densa e veloz — não precisa ser bonita.
Somem modelos, preços e cupom. Aparecem os eixos. É o momento de explicar o KARE, não de vender.
Plano com ordem, frequência e contraindicação. Carrinho montado: completo ou só os essenciais.
O software não libera o envio sem medicação, procedimento, intervalo e acompanhamento definidos. A ferramenta não documenta o método — ela garante que todo plano que sai dali é um plano KARE.
10b · A ferramenta, na prática
Modelos
MANHÃ
50 ml · TexturaR$ 8930 ml · LuminosidadeR$ 179NOITE
sachê · LuminosidadeR$ 39SEU PLANO EM CASA COBRE
Textura · Luminosidade
Sustentação e contorno seguem no consultório, nas próximas etapas.
MANHÃ
Manhã e noite, rosto úmido1x/dia, antes do protetor30 ml · LuminosidadeSem protetor solar, não se mantémR$ 1791x/semana, 15 minR$ 39PrivadaDensa e veloz. Modelos prontos, ajuste rápido. Não precisa ser bonita.
Tela viradaSomem modelos, preços e cupom. Aparecem os eixos do KARE.
Link ou QRCarrinho montado. Completo, ou só o que é essencial.
11 · O mesmo objeto, três níveis
Um modelo de dados, um CMS, uma tela de edição. Quando um protocolo funciona bem na consulta, publicá-lo na loja é um toque. E o comprador anônimo nunca compra item solto: ele compra o protocolo padrão, com o aviso de que numa consulta ele seria adaptado.
12 · Risco que precisa de decisão
O conteúdo médico segue as regras do CFM; o cosmético segue a Anvisa; os nutracêuticos seguem uma terceira. Antes e depois de procedimento ao lado de um botão de comprar é o ponto de atrito.
Resultados, pacientes, agendamento. Sem botão de compra na mesma dobra.
Camada domiciliar do plano. Alegação limitada ao registro do produto.
Não sou advogado: isso entra como decisão de arquitetura e precisa de validação do jurídico dela antes da Fase 2. De quebra melhora a experiência — quem quer um sérum não deveria cair numa página de transplante capilar.
13 · Como seria construído
A sessão de fotos na Fase 1. Hoje cada produto foi fotografado num lugar diferente; numa grade de e-commerce isso vira ruído. Fundo taupe, mesmo ângulo, três fotos por item.
14 · O que só ela pode responder
Não é sobre mudar.